sexta-feira, dezembro 30, 2005

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Quero as conchas – todas elas.
as dor mar – madrepérolas de delícias;
tuas mãos – cálice de promessas;
teus lábios – a casa dos meus sonhos.

Em troca dou-te meus ouvidos de indecifráveis segredos;
Minha vulva de tenras umidades.

Meus seios são tua casa, alimenta-te.
Regala-te. Suga-o prontamente,
Retira-lhe o mel.
E na hora do descanso, oferto-te meu ventre.
Vem, repousa.
Lança tuas sementes.

6 comentários:

Vítor Leal Barros disse...

que ninguém tenha medo... um beijo

Lu disse...

Amém!
Outro beijo, meu querido.

C.S.A. disse...

Eu, não, só fiquei lendo em silêncio e vogando...

CeciLia disse...

Lu,

derramar-se das conchas é tudo o que se precisa para a vida gozar a maré.

Beijo,

Lu disse...

c.s.a, espero que a contemplação tenha te levado a lugares interessantes. Beijo// Lia, você sabe que esta é minha sina: derramar-me. Beijo, querida.

Alessandra Espínola disse...

Adoro essas palavras férteis onde a gente pode e sente prazer em germinar poesia! Lindo tudo! Beijos doces!