sexta-feira, outubro 27, 2006

Teorias amorosas (8)

Ele quis ver com os próprios olhos. Há menos de um mês atrás, ela andava se arrastando pela casa, chorando as mágoas, sentindo a sua falta e agora, soube pelos amigos em comum que andava em grandes noitadas.
- E é assim que você me ama?
- ‘Alguém’ me ensinou a máxima: vai doer, mas depois passa. Passou.
- Tempo rápido o teu, hein?
- Não culpe o tempo. Ele não mitiga nada. Não é atenuante. Seu único mérito é deslocar o foco da nossa dor. E quer saber? Vá à merda.
- Que ridículo. Depois de velha, ficou obscena.
- Obsceno é o abandono. E velha é a tua mãe.

2 comentários:

CeciLia disse...

Ah, sim, sim, sim...

Já que a espera é inevitável, pelo menos não há porque ser triste, né mesmo?

Lu disse...

Isso mesmo, minha Lia... há tempo de carpir, porque é horrível ser uma pessoa viúva de um ente vivo, mas depois disso é preciso continuar experimentando da vida.
Beijo.