sexta-feira, outubro 13, 2006

Ash to ash, dust to dust

Perdida. Eis como me encontro.
Não sei onde estão os caminhos que apontam para os recomeços.
Lanço os dados como quem inicia um novo jogo, mas por desconhecer as regras, não sabe como mover o pião. Ah, se eu pudesse, ao menos, discernir entre os pontos de partida e chegada, sentiria algum alívio, algum conforto.
Os dias são sempre iguais, ou pior, eles nunca são iguais aos que desejo. Uma estranha sensação de impotência apossasse-se de mim e tudo o que posso é transbordar meus rios subterrâneos.
Choro porque os dias são cinzentos, porque faz frio na minha alma; choro ao ler um poema, ao ouvir uma música, ao ver uma cena; choro porque colho rosas matutinas, mas não retenho em minhas mãos seu perfume; choro porque não consigo expressar o que sinto; choro de cansaço porque o cansaço é tudo o que me resta.
As palavras tornaram-se ermas. Hibernaram em busca de significados e o inverno, ah, o inverno é tão longo!
Enquanto o tempo arrasta suas horas, minha casa acumula poeira e eu me alimento de terra.

4 comentários:

Anônimo disse...

da terra as raízes. será forte.

Camila.

Lu disse...

:))

Amélie Pulante disse...

Oi Lu. Xiii, mulher, eis que resolvi fazer um blog também. Ando com necessidade de traduzir em palavras o que ando vivendo e pensando. Coisas da vida como colocas com propriedades aqui. Acho que com isso virei lê-la com mais freqüência. Besos!

Lu disse...

Saudade, manaaaaaaaaaaa!
Sonhei com vc e Sofia. Comentei com a mama isso hoje. Olha que coisa!
A gente vai se encontrar mais, você vai ver.
Beijo.