domingo, dezembro 10, 2006

Teorias amorosas (11)

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Heaven can wait. Victor Melo

- Volta pra mim!
- Não posso.
- Me perdoa!
- Você já está perdoado.
- Então volta pra mim!
- ...
- Você não me ama mais? É isso?
- Acho que ainda sobrou algum amor.
- Então por quê? Já sei, é vingança. Você quer me dar o troco, não é?
- Não, não é vingança.
- É o que, então?
- Paz, só paz.
- Eu não te entendo.
- Isso não me surpreende.

Com esta, encerra-se a série Teorias amorosas.

7 comentários:

adelaide amorim disse...

As teorias amorosas quase sempre são pessimistas ou irônicas. Talvez porque sejam uma contradição em termos: se é teoria, não pode ser amorosa, e vice-versa.
Se você tem um profissional encarregado disso, pede pra dar uma olhada na configuração de texto do Glossolalias. Não sei se o blogger tem um setor para isso.
Beijo pra você e uma boa semana.

Lu disse...

Dade, por que você sugere olhar a configuração do texto? Há algo de errado? Não entendo lhufas desses assuntos, mas quando o Vítor tiver um tempinho, vou pedir pra ele dá uma ajeitada na casa, afinal ele é o arquiteto :)
Ah, as teorias amorosas são/foram um excelente exercício de amor para comigo, Dade. Você nem faz idéia! Sim, a vida está cheia de oxímoros, mas tendo a discordar com a parte "se é teoria, não pode ser amorosa".
Einstein quando formulou suas teorias devia estar embebido de amor pela Física. Mas eu entendo o seu ponto, querida. Quando há amor, a gente tende a 'perder a cabeça' e não racionalizar. É o amor para ser vivido. O lance é que também há o amor não vivido. Aí quando isso acontece, a gente pára e tenta entender o motivo pelo qual não fluiu... Ah, Dade, tudo é tentativa. A escrita é também uma (vã) tentativa de criar vidas.
Beijão.

Alessandra Espínola disse...

Dei boas risadinhas... ai como me sinto delicio com essa acidez, é isso, são as verdades ditas a modo extraordinário. Beijão!

Lu disse...

Alê, são as verdades ditas depois que o amor pára de fermentar... eu também gostei de exercitar esse meu lado ácido, a gente acaba tirando o riso de onde a gente pensava não mais existir.
Beijão.

Sandman of the Endless disse...

Ai, ai, Lu... Também busco a paz... Mas como está difícil encontrá-la! Vivo atormentado... Complicados, somos seres complicados demais, só pode ser isso... Mas será mesmo? Ou será que sãos outros que (de algum modo) nos complicam??? Ou nos fazem sentir complicados? Ou ambos? Não sei... Busco respostas, mas... Pensando um pouco, a questão do (des)entendimento também é fogo! Volto à estaca zero...

Sandman of the Endless disse...

Lu, uma outra coisa... Será mesmo a a escrita, como você sugeriu, é mesmo uma (vã)tentativa de criar vidas??? Percebi, claro, a "meia-ressalva" que você fez, mas vejo (e você também, o sei... rss) que as vidas criadas pela escrita se fazem justamente vívidas e pululantes dentro de nós, de nossos pensamentos, de nossas cabecinhas... Beijo para ti, meu anjo...

Lu disse...

Mr. Sandman,
Eu ousaria dizer que uma das muitas respostas possíveis às suas inquietações repousa na substituição do "ou" para o "e". Sim, somos intrinsecamente complexos e as pessoas nos complicam ainda mais e nos fazem sentir verdadeiros 'embrulhos'.
Respostas... eu também as quero (já quis mais), mas algumas coisas simplesmente não têm explicação ou lógica.
É como assistir ao Globo Repórter. Sempre arrumam um médico e um psicólogo super renomados para explicar o amor - fluxo sangüíneo, batimentos cardíacos, suores, tiques nervosos, enfim, um saco! O amor explicado assim perde totalmente seu lirismo, poesia e mágica. Eu prefiro a resposta dada por um Pessoa, um Vinícius, um Bandeira ou e.e.Cummings. Não há ciência capaz de explicá-lo assim tão verdadeiro e belo.
Soube sua indagação sobre a escrita... bem, é no que acredito agora, hoje. Sinto a vida assim, tentativas, erros, acertos e depois mais tentativas. Não temos tempo para "ensaiar a peça". Optamos por fazê-la ou não. Como não me confomo em ser expectadora, vou tentando...
Mesmo vãs, não deixam de ser reais as nossas investidas. Muitas vezes queremos dar sentido demais às coisas, temos um senso de importância que nos impede de fruir o simples. E se as vidas criadas pela escrita fazem sentido na sua cabeça(e na minha também), elas já cumpriram sua missão.
Beijoca