sexta-feira, setembro 09, 2005

Eu, pessoa inalienável

Olhou-me diferente.
Ofertou-me o tempo
Em sua infinita relatividade,
Plantou orquídeas no meu coração.

Hoje, devolvo-lhes as chaves
De antigas promessas:
Não negocio meus mistérios,
Meus segredos são indevassáveis.

4 comentários:

Anônimo disse...

cito Greta Garbo porque cabe:

"Existem muitas coisas em seu coração que você não deve nunca contar para ninguém. Elas são você, suas alegrias e tristezas particulares, e não devem nunca serem reveladas. Você as deprecia quando as tornam pública."

Camila
eloquencia.blogger.com.br

Anônimo disse...

Até onde vai o amor, até onde vai a invasão da vida do outro ainda não ficou muito claro. O poema é bonito, aponta bem o ponto crítico. Mas parece que isso varia muito de pessoa a pessoa. Um beijo, Lu. Adelaide
www.meublog.net/adelaideamorim

Lu disse...

Camila, pessoa querida! Eu tenho o coração em brasa e mãos aflitas para o perdão. O pecado não é revelar-se, mas ver seus segredos revelados em qualquer esquina para quem quiser ver ou ouvir... Há que se ter delicadeza com a matéria humana, caso contrário ela perece.// Adelaide, acredito que por variar de pessoa a pessoa é que continuamos insistindo em nos desnudar, em eliminar fronteiras... são as singularidades que nos tomam porque as digitais são únicas. Beijão, querida.

Liliane disse...

simplesmente lindo...
bjos